Lá vem o sol – Projetos incríveis para captação de energia solar

maio 29, 2015 em Notícias, Sustentabilidade, Tendências

Em 1839 o físico francês Alexandre-Edmond Becquerel descobriu, durante um de seus experimentos, o efeito fotovoltaico, ou seja, que era possível criar tensão ou corrente elétrica após a exposição à luz solar. Hoje, quase 180 anos depois, ainda não podemos nos gabar de termos desenvolvido todas as tecnologias possíveis para tornar o uso da energia solar acessível. Mas estamos evoluindo!

Que tal conhecer um pouco mais sobre três projetos interessantes de captação de energia solar? Fique atento, pois temos uma iniciativa brasileira nesta lista.

Topaz, nos EUA - Crédito da foto: Reprodução Hypescience

Usina Solar de Topaz, um complexo de US$2,5 bilhões capaz de gerar 550MW ao ano

Topaz – Quase 25 km² de painéis em uma região desértica dos EUA

A Usina Solar Topaz já surgiu surpreendendo. O projeto, que custou cerca de US$2,5 bilhões, foi concluído bem antes do previsto e desde novembro de 2014 está funcionando em sua capacidade máxima. Instalada em uma região desértica da Califórnia, nos Estados Unidos da América, Topaz conta com 9 milhões de painéis solares espalhados ao longo de 24 km².

Capaz de gerar 550MW ao ano e abastecer 160 mil domicílios, Topaz contribui com a redução da poluição ao evitar a propagação de 377 mil toneladas de CO2 na atmosfera. Mas a planta de produção de energia elétrica Topaz em breve será desbancada por um novo projeto também na Califórnia. A Solar Star deve entrar em funcionamento com capacidade de geração de 579MW/ano.

Ponte Blackfriars, em Londres. Crédito: Reprodução Huffingan Post

Em Londres, a Ponte Blackfriars recebeu uma extensa cobertura de painéis solares e agora contribui com a energia de uma estação ferroviária

Ponte Blackfriars – Com uma reforma, Londres transformou uma de suas principais pontes em fonte de energia

Em janeiro de 2014, mais precisamente no dia 22, a Ponte Blackfriars, uma das mais tradicionais de Londres (Inglaterra) passou por uma modificação que lhe rendeu uma nova utilidade: gerar 900 mil KW de energia ao ano reduzindo em 511 toneladas a emissão de carbono.

O projeto, audacioso, instalou sobre a ponte 6 mil m² de teto solar que suprem metade do consumo energético da estação ferroviária London Blackfriars. São, ao todo, 4.400 painéis sobre o rio Tâmisa. Além da Inglaterra, somente a Austrália conta com uma ponte solar: a Kurilpa.

Estacionamento da Prátil, no RJ. Crédito: Reprodução Site da Prátil

Em Niterói (RJ), o estacionamento da empresa Prátil recebeu uma cobertura solar que gerou 22MW de energia em apenas quatro meses contribuindo com a redução de CO2 lançado na atmosfera

Niterói (RJ) avança com um estacionamento que gera energia

No Rio de Janeiro, Niterói apresenta uma solução bastante válida e que merece ser copiada. O município ganhou destaque após a instalação de uma cobertura solar no estacionamento do grupo Enel, conjunto de empresas que se dedica ao desenvolvimento, operação e geração de energia a partir de fontes renováveis. São, ao todo, 175 painéis que geraram, em apenas quatro meses, 22MW de energia, o que é suficiente para abastecer 30 residências simultaneamente. O projeto reduziu em 13 toneladas a quantidade de CO2 lançado na atmosfera, poluição correspondente à emissão média de 13 veículos que percorrem 17 quilômetros por dia ao longo de 4 meses. Para evitar a emissão dessa quantidade de dióxido de carbono seria necessário plantar 76 árvores.

Desenvolvido pela empresa Prátil, o formato é um dos mais interessantes do nosso país na atualidade por aliar à produção de energia solar a um espaço já existente, sem a necessidade de desapropriação ou ocupação de locais inteiriços.

Todos esses projetos devem ser considerados um grande avanço da humanidade no que diz respeito à localização e utilização de fontes alternativas e renováveis de energia. Mesmo considerando que a Usina Hidrelétrica de Itaipu chega a produzir 14 mil MW ao ano, é bastante válido cogitar a produção de energia solar em menor escala. Hoje já é possível aliar a implantação de painéis e sistemas de captação de energia solar a qualquer projeto arquitetônico. Para que esta atitude se torne padrão, precisamos apenas de mais estudo, desenvolvimento, investimento e tempo.

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