Espaço de saúde – Consultórios modernos são puro charme

dezembro 23, 2015 em Projetos Corporativos, Tendências

Consultório RS DesignConsultório, por muitos anos, foi sinônimo de um espaço predominantemente branco, sem graça e sem charme. Hoje a realidade é diferente e existem profissionais de arquitetura e decoração especializados na elaboração de consultórios médicos e odontológicos. Como declara a arquiteta Stela Maris Gervásio, responsável pelo projeto do Instituto Matoba, em Osasco (Grande São Paulo), “há muito tempo os consultórios deixaram de ser brancos, pois os pacientes devem se sentir bem, e não doentes”.

Criar projetos para consultórios exige cuidado, dedicação e, acima de tudo, estudo. “Existem diversas questões técnicas que precisam ser respeitadas, e não se trata apenas de burocracias como aprovações, mas sim de cuidados com a saúde pública. Vigilância sanitária, acessibilidade, normas de segurança, código de obras municipal dentre outros tantos pontos, exigem que o profissional se qualifique cada vez mais para estes projetos, especializando-se”, comenta Stela.

Que tal, então, algumas dicas de como construir um consultório charmoso, moderno e acima de tudo agradável?

Cores – O branco e o off White ainda são as cores mais utilizadas, principalmente por aqueles profissionais que têm medo de ousar. Mas a mescla com outras tonalidades é sempre bem-vinda, desde que com cuidado e bom senso. “De acordo com a humanização de hospitais, tons mais gritantes podem cansar e ‘agredir’ o psicológico dos pacientes, por isso sempre procuramos usar tons mais aconchegantes”, detalha a arquiteta Debora Freitas. “Para ambientes mais sérios, usamos muita madeira, por exemplo”, completa Luciana Voso que, juntamente com Debora, elaborou o projeto da Aviva Policlínica, instalada na zona sul da cidade de São Paulo.

Recepção e sala de espera – A escolha do mobiliário deve ser cautelosa observando, sempre, as especialidades médicas que ali atuarão. Para Stela, a poltrona é mais interessante por conta de sua individualidade. “O sofá acaba restringindo o uso. Mesmo com uma poltrona colada à outra, há um fator psicológico onde a pessoa consegue identificar o seu espaço”, explica. Já Debora acredita que dependendo da especialidade, o sofá pode ser uma boa pedida. “Se for um consultório de pediatra, por exemplo, sugiro sofás, e não por poltronas que acabam sendo mais apertadas para mães com seus filhos”.

Revestimentos – Limpeza é ponto fundamental e na hora de escolher o melhor piso para o consultório é indispensável considerar uma opção que tenha facilidade de manutenção como, por exemplo, o piso vinílico, o granilite ou o porcelanato. “São boas escolhas pois, por terem pouco rejunte, ao contrário do piso cerâmico, contribuem com a limpeza”, afirma Luciana.

Ergonomia – Seguindo as boas práticas, um consultório deve ser ergonômico para todos os envolvidos. “Sem um estudo de ergonomia, o espaço pode ficar muito bonito, mas ao mesmo tempo nada prático. É necessário atender as necessidades do cliente sem abrir mão do estudo espacial”, declara Luciana que está sempre preocupada em garantir o conforto dos clientes.

Música ambiente – Alguns profissionais podem vetar esta ideia, mas Luciana aponta um grande ponto no qual a música ambiente é uma boa aliada. “A música é muito indicada em consultórios pequenos onde a sala do médico não tem isolamento acústico. Com um som ambiente, o que é falado dentro de uma sala não é escutado na sala de espera, por exemplo. É um ponto que deve ser decidido na fase de projeto para que seja feita a infraestrutura necessária de som antes do forro de gesso”, alerta.

Iluminação – “A iluminação central costuma ser suficiente para os consultórios, com exceção de especialidades como, por exemplo, a dermatologia, para a qual costumamos optar por iluminação com foco auxiliar em equipamentos de luz com rodinhas”, afirma Debora. Para Luciana, é bacana apostar na tecnologia LED e em luminárias de embutir com acrílico ou vidro jateado, trazendo “uma luz mais agradável aos olhos e com sensação de amplitude”.

Pedras e rochas – Na hora de planejar as áreas que receberão acabamentos rochosos é importante conhecer a fundo a especialidade: “se a bancada é apenas para apoio, a pedra pode ser a com melhor custo. Já se o espaço for utilizado para manipulação de medicamentos e ácidos, é bom deixar o mármore de lado optando por acabamentos mais resistentes como o silestone”, explica Debora.

Vigilância sanitária – Firmar parcerias com especialistas em arquitetura hospitalar é uma boa ideia para quem está trabalhando com projetos de consultórios e não quer enfrentar problemas com a vigilância sanitária. É o que aconselha Debora: “todos nós somos formados para executar qualquer tipo de projeto, mas quando somos especializados nisso já temos a visão mais completa das necessidades para futura aprovação”.

Como em qualquer projeto, o arquiteto precisa se integrar às necessidades e desejos dos clientes, porém deve apresentar a ele todos os pontos técnicos que contribuirão para um dia a dia agradável. “Sempre, o que vai ditar o estilo é a especialidade e, consequentemente, o público que utiliza aquele espaço. Um consultório pediátrico será muito diferente de um geriátrico, por exemplo. Então, tirando as generalidades, devemos projetar pensando sempre de forma exclusiva”, finaliza Stela.

Aviva Policlínica (Crédito: Rodrigo Stocco/Divulgação)

Mesmo com predominância branca, é possível inserir cor por meio do mobiliário e das sinalizações (Crédito: Rodrigo Stocco/Divulgação)

InstitutoMatoba - Crédito: Divulgação

O consultório infantil do Instituto Matoba investiu em uma iluminação no teto que imita uma constelação (Crédito: Divulgação)

Aviva Policlínica - Crédito: Rodrigo Stocco/Divulgação

Na Aviva Policlínica, a cor predominante é o branco. (Crédito: Rodrigo Stocco/Divulgação)

Instituto Matoba (Crédito: Divulgação)

No Instituto Matoba, há a mescla de revestimentos (Crédito: Divulgação)

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