Desenho Universal – Lei aprovada promete revolucionar os projetos no país

julho 30, 2015 em Notícias

Arquitetura - Acessibilidade - Desenho UniversalAprovada pela presidente Dilma Roussef em junho, a Lei Brasileira da Inclusão da Pessoa com Deficiência (13.146/15) promove uma grande mudança na forma como os espaços são planejados. Em vigor a partir de janeiro de 2016, a legislação busca assegurar, em condições de igualdade, os direitos e a liberdade às pessoas deficientes.

Dentre os diversos tópicos abordados pela lei, está a aplicação do conceito do Desenho Universal, ou seja, a concepção de produtos, ambientes, programas e serviços a serem usados por todas as pessoas, sem necessidade de adaptação ou de projeto específico. O objetivo principal da aplicação deste conceito é garantir um design que consiga atender igualmente qualquer ser humano independente de suas condições e limitações.

O Desenho Universal é a palavra-chave para a conquista de uma arquitetura inclusiva. Até o presente momento, grande parte dos ambientes são pensados para atender às demandas daquele chamado de “homem padrão”. Porém, mesmo que essa padronização seja fundamentada na maioria, não podemos excluir as minorias. Desta forma, a arquitetura vem mudando, incorporando novos pensamentos, e os profissionais começam a se habituar ao planejamento com base no que indica o Desenho Universal.

“Infelizmente, o que temos hoje são adequações e acessibilidade pontuais, sem integrar ações cotidianas como moradia, passeios, transporte, edificações e serviços. Um percurso de dois ou três quarteirões é muitas vezes impraticável para quem tem alguma deficiência ou até mesmo para um idoso”, afirma a arquiteta e cadeirante Silvana Cambiagui, conselheira titular do Grupo de Trabalho de Acessibilidade do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/USP) e membro da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA).

O foco do Desenho Universal não está apenas nas pessoas deficientes ou com mobilidade reduzida. São conceitos que garantem a adequação dos espaços a toda a diversidade humana.  “Pensando que as pessoas envelhecem e que suas necessidades vão mudando ao longo de sua vida, pensar em projetos com Desenho Universal é introduzir também o conceito de arquitetura sustentável, sem necessidade de adaptações posteriores. Ambos se complementam e possibilitam a construção de sociedades verdadeiramente democráticas”, completa a conselheira do CAU/SP.

Àqueles interessados em entender melhor o que indica o Desenho Universal, o SENAC oferece um curso livre nomeado “Desenho Universal – Acessibilidade para uma arquitetura inclusiva” que auxilia o aluno a encontrar soluções para questões relativas à inacessibilidade arquitetônica, ambiental e de comunicação. Para visualizar os requisitos e o currículo do curso, clique AQUI.

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