Cisternas também para prédios comerciais

março 9, 2016 em Projetos Corporativos, Sustentabilidade

cisterna, waterbox

Waterbox, uma inovação brasileira para quem quer investir em uma cisterna, mas não quer atrapalhar a estética do espaço (Crédito: Reprodução Portal Waterbox)

Assunto recorrente nas rodas de conversa e na mídia, o consumo consciente de água é um tema que nunca deve sair de foco. Hoje, estamos bastante habituados a trabalhar a ideia da economia e da reutilização da água em projetos residenciais, mas será que não devemos reforçar esta necessidade também nos ambientes corporativos e comerciais?

Um prédio comercial tem, obviamente, um consumo médio de água inferior ao de uma residência, o que deveria ser visto como uma excelente oportunidade de economizar a água potável e investir em sistemas de armazenamento que promovam uma utilização viável da água da chuva.

Hoje, algumas construtoras já pensam seus prédios comerciais com este conceito, como é o caso do Edifício Cristal que, erguido em Blumenau (SC) para ocupação das empresas Service Contabilidade e Morastoni Advogados, trabalha com um conjunto de cisternas que fornece cerca de 60% de todo o volume de água utilizado por seus quase 150 ocupantes.

Para este projeto, o arquiteto Jonatan Welter, da Volkmann Arquitetura, combinou modernidade a uma grande preocupação com o consumo consciente dos recursos naturais. Na cobertura, impermeabilizada e isolada, toda a água captada é direcionada a duas cisternas: uma instalada na própria cobertura e a outra, devido ao peso, instalada no subsolo.

No Edifício Cristal, apenas 15% da água da chuva que ali cai não é captada. Todo o restante abastece as duas cisternas que, juntas, são capazes de garantir o abastecimento básico do prédio ao longo de três semanas em caso de estiagem prolongada. Toda a água captada é direcionada para utilização nos vasos sanitários, nos jardins, na lavagem das calçadas, da garagem e das áreas comuns.

Alternativa para espaços pequenos – Quando o edifício não oferece, estruturalmente, um sistema de captação de água da chuva ou mesmo de reaproveitamento de água, é possível cada um fazer a sua parte. Hoje, o mercado oferece novas possibilidades que tornam mais prática e menos dispendiosa a instalação de pequenas cisternas que contribuem bastante para um consumo muito mais consciente.

A Waterbox, por exemplo, é uma inovação brasileira. São tanques verticais slim (1,77m de altura, 55cm de largura e 12cm de profundidade), confeccionados em polietileno de alta densidade, material ideal para armazenar água potável e alimentos. Fáceis de instalar, ocupam pouco espaço e funcionam como mini cisternas verticais capazes de recolher até 100 litros.

Vendidas em quatro opções de cores modernas, as Waterbox têm sido muito utilizadas para captar água da chuva, recolher a água da máquina de lavar para nova utilização, captar a água fria do chuveiro a gás, armazenar a água limpa gerada pelo ar condicionado, entre outras ações pontuais. Uma ótima alternativa para trabalhar a reutilização da água em casas e escritórios.

Cobertura do Edifício Cristal, em Blumenau (SC) que conta com duas grandes cisternas para captação da água da chuva (Crédito: Reprodução Jornal de Santa Catarina/Rafaela Martins/Agência RBS)

Cobertura do Edifício Cristal, em Blumenau (SC) que conta com duas grandes cisternas para captação da água da chuva (Crédito: Reprodução Jornal de Santa Catarina/Rafaela Martins/Agência RBS)

Edifício Cristal, em Blumenau (SC) projetado pela Volkmann Arquitetura (Crédito: Reprodução Volkmann Arquitetura)

Edifício Cristal, em Blumenau (SC) projetado pela Volkmann Arquitetura (Crédito: Reprodução Volkmann Arquitetura)

 

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